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Mostrando postagens de junho, 2011
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Mas se você quiser eu posso escrever uma declaraçãozinha num pedaço de papel rasgado pra te lembrar que a gente fez tudo se despedaçar sem motivo, que a gente picotou o papel sem saber, mas que a gente sabe onde cada pedaço de encontra e onde eles se encaixam. A gente pode reconstruir nossa primeira página e escrever várias outras assim,como nosso amor - só nosso - reciclado.
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Tenho medo de já ter perdido muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão-escudo.
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Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieta. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesma capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordada — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo.
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Até agora você só havia debatido a relação com amigas. E amigas são fofas até pra matar sua esperança. Amigas são fofas. E às vezes dizem o que você quer ouvir. Às vezes dizem o que você não quer ouvir, mas de um jeito tão fofinho que fica até parecido com o que você quer ouvir. Até que você resolve conversar com um amigo e ele interrompe sua história e diz: -Nossa, mas esse cara não gosta mesmo de você, hein? E você fica ali, com aquela cara de tonta. Quem sabe não é isso mesmo, né?
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O problema é que os seres humanos têm o dom de escolher exatamente aquilo que é pior para eles. São águas passadas, escolha uma estrada e não olhe pra trás.