
Eu disse à Sra. Snyder que Julieta era uma idiota. Para começar ela se apaixona pelo cara que não podia ter, depois culpa o destino pela própria decisão errada. A Sra. Snyder explicou que quado o destino interfere não existe mais opção. Na avançada idade de 13 anos, eu sabia que o amor, como a vida, era uma questão de fazer escolhas e destino não tem nada a ver com isso. Todos acham tão romântico Romeu e Julieta, amor verdadeiro. Que triste. Se Julieta foi idiota para se apaixonar pelo inimigo, beber um frasco de veneno e dormir num mausoléu, ela teve o que merecia. Eu disse à Sra. Snyder que quando crescesse seria dona do meu destino. Não deixaria nenhum cara decidir por mim. A Sra. Snyder disse que se eu tiver a sorte de viver essa paixão com alguém, então seria para sempre. Mesmo hoje acredito que quase sempre amar é fazer escolhas. É largar o veneno e o punhal e fazer o seu final feliz, quase sempre. E às vezes, apesar de suas melhores escolhas e boas intenções, o destino sai ganhando.
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